Informações sobre a vida de Manoel Soares Leães, piloto do presidente JOÃO GOULART, entre 1950 e 1976.
terça-feira, 11 de junho de 2019
MANECO LEÃES
Manoel Soares Leães, o Maneco, nasceu na cidade de Uruguaiana fronteira com Argentina, em 28/01/1923.
Filho de Heraclio Soares Leães, do Alegrete - RS, e Oraceli Crichel Leães de Itaqui - RS.
O piloto do Presidente João Marques Goulart, de quem foi amigo fiel, confidente e Procurador.
Casado com Odila Gema Barbisan Leães, de Passo Fundo - RS, desse matrimonio teve quatro filhos:
Dr.Paulo Ernesto Leães - médico Cardiologista.
Manoel Laquito Barbisan Leães - prof. de Educação Física.
Vera Regina Leães - Designer.
Ivan Leães - Analista de Sistema.
REVOLUÇÃO de 1923 entre Chimangos e Maragatos.
Seu pai Heraclio Soares Leães, amigo de Oswaldo Aranha seu conterrâneo, e amigo de Flores da Cunha, de Santana do Livramento - fronteira com o Uruguai, a convite de Flores se engajou na força que tentavam manter Borges de Medeiros no poder.
Borges de Medeiros promoveu Flores da Cunha - o tigre de Ibirapuitã a coronel, no início da revolução.
Após três meses de peleia, num momento de trégua, Heraclio Soares Leães, voltou a Uruguaiana - RS, para conhecer seu filho e registrá-lo e depois voltando para lutar a comando de João Rodrigues do Alegrete -RS, que seria padrinho de Maneco.
INFÂNCIA em URUGUAIANA
Maneco Leães passou seus anos de infância em Uruguaiana - RS, estudou nos colégios, União e Santana.

Maneco no pátio do colégio União, no ensaio da banda para o desfile de 7 de Setembro.
Seu primeiro emprego foi como entregador de pacotes da Agência da Varig, depois num Cartório de Registro Cível, e o seguinte foi no Banco Mercantil do Comercio.
Incentivado pelo pai, Maneco se inscreveu para fazer o curso de piloto integrado com apoio da campanha "de Asas ao Brasil", dos Diários Associados, liderada por Assis Chateaubriand.
Grupo de alunos da cidade de Uruguaiana - RS.
As aulas práticas de vôo eram feitas no Aéroporto Santos Dumont, na cidade de Uruguaiana-RS. que cedeu para que o curso fosse realizado, Maneco aprende a pilotar com seu instrutor o sargento Eulasio Vieira Camargo, que o preparou de forma excepcional num mono motor de dois lugares, emprestado pelo Aéroclube do Rio Grande do Sul.

Instrutor sargento Eulasio V.Camargo (D),e Maneco Leães ( E ) .
Manoel Soares Leães e família GOULART Maneco de férias na capital gaucha, na condição de piloto, foi procurado por Calafange, seu amigo e piloto de Jango, precisando levar dois aviões para família Goulart, o convidou para ajudá-lo a levar um dos aviões.
Coube a Manoel S. Leães (Maneco), levar o Cessna 140 de Ivan Goulart, Cleberto Rocha levaria o de Jango.
Maneco (E), e Ivan Goulart (D).
Foi assim o preâmbulo ente Maneco e Ivan Goulart, que precisava também de um Piloto.
Ivan Goulart (E),e Manoel Leães (D),na fazenda Iguariaçá de propriedade de Ivan, no município de São Borja-RS.
Assim Maneco continuou fazendo voos em companhia de Ivan Goulart, sobrevoando suas terras, que dessa forma a administração e controle das mesmas se tornaram mais rápidas e menos cansativa quando era percorrida a cavalo.
Essa inovação pioneira daria aos irmãos Goulart de suas fazendas que os destacaram neste ramo de negócios.
Sabedores, por exemplo, de que alguém desejava vender ou comprar algum gado eram os primeiros a chegar e propor compra e venda, além de identificar qualquer problemas nas suas pastagens ou cercas.
Durante este período, tornaram-se grandes amigos, eis que, ao término de suas férias, Maneco precisava voltar a Passo Fundo-RS, pois teria que assumir seu emprego na Hidráulica.
Ivan Goulart pede: Fica comigo Maneco! -Não posso perder meu emprego, respondeu!
Desejoso de contar com o trabalho e companhia de Maneco, Ivan Goulart interferiu politicamente, pede ao seu irmão João Goulart, Ministro do Trabalho do governo Getúlio Vargas, conseguindo sua transferência para São Borja-RS, Maneco passou a exercer a função de gerente da Hidráulica.
Seu pai Heraclio Soares Leães (Laquito), veio de Uruguaiana - RS, fronteira com a Argentina, visitá-lo e cumprimentá-lo pelo êxito alcançado de vez que houve promoção de cargo, o que lhe deu muita alegria.
Na Hidráulica de São Borja-RS, Heraclio Soares Leães(D), Manoel Soares Leães (E).
Assim, além das atividades na Hidráulica, associava de piloto, que desempenhava fora da hora do expediente de trabalho, inicialmente pilotando para Ivan Goulart.
Quando João Goulart- Ministro do Trabalho quando voltava para São Borja-RS, Maneco ficava a sua disposição e voava para Jango quando precisava voar.
Maneco na Granja São Vicente, propriedade do Ministro João Goulart, São Borja- RS.
Maneco conta que o coronel Vicente Rodrigues Goulart, pai de Jango, era um homem muito rico. Com sua morte em 1943 deixou de herança uma fazenda para cada filho, cabendo para Jango a fazenda Rancho Grande no município de São Borja – RS.
Além de político e grande estancieiro Jango conciliava sua vida pessoal e profissional e determinando seus próprios negócios. Com experiência, tino no comércio de gado, e extraordinário talento para fazer bons negócios, foi proprietário de uma companhia de Taxi Aéreo São Borja e de uma emissora de Rádio Fronteira do Sul.
Naquele tempo não havia boas estradas, elas eram de chão batido e quando chovia ficavam intransitáveis. Ele adquiriu uma avião Cessna 140 monomotor para sua locomoção, tornando suas viagens mais rápidas, e menos cansativas e deixando de percorrer longas distâncias de automóvel.
Admirador de carros, depois que pegou o gosto pelo avião, modernizava a sua frota de automóvel e aviões sempre que eram lançados novos modelos.
Era o único fazendeiro a ter avião. Sabendo que em um município vizinho haveria arremate ou leilão de gado, Maneco e Jango iam de avião, enquanto os outros pecuaristas faziam o percurso de carro. Eram os primeiros a chegarem ao município: Maneco sempre o acompanhava e assessorava na definição dos negócios. Quando os pecuaristas começavam a chegar, eles já estavam voltando para a fazenda Rancho Grande e Jango já havia arrematado os melhores lotes de gado.
Em pouco tempo foi triplicando sua fortuna deixada pelo pai o coronel Vicente Goulart, tornando-se um dos mais ricos fazendeiros do município de São Borja.
Manoel S. Leães ( Maneco), ao ter ótimo relacionamento interpessoal, ao tratar bem as pessoas e aos empregados é convidado a participar de um churrasco no galpão da Granja São Vicente - São Borja.
Tempo depois acontece o episódio mais triste de sua vida, quando ficou sabendo que seu amigo Ivan Goulart estava gravemente doente, decidiu então a ficar ao lado de seu amigo até o momento final, de vez que todos os esforços para salvá-lo foram inúteis, aprofundavam-se desse modo mais ainda esses laços fraternos.
" Em 1958, o Ivan morreu no meus braços."
"Pensei em deixar de voar", a tristeza o consumia.
Foi então, que Jango disse: Maneco vai ficar comigo e pede demissão do teu emprego, Jango admirava o modo como Maneco trabalhava e se portava nas relações pessoais.
Convencido a ficar residindo em São Borja, Manoel Soares Leães se desligou da Hidraulica, estabelecendo-se naquele município como piloto e homem de confiança de João Goulart.
Manoel Leães na Politica.
A decisão de permanecer ao lado de Jango foi acertada, sob a liderança de João Goulart presidente nacional do PTB - Partido Trabalhista Brasileiro, filiou-se ao Partido em 12/07/1951, concorrendo a vereador sendo o mais votado em duas legislatura, o primeiro mandato em 31/12/1955, e o segundo em 31/12/1960.
Manoel Leães, sendo empossado como vereador.
Na condição de vereador, foi o momento de homenagear seu grande amigo Ivan Goulart, na frente da Hidráulica havia um terreno do município e quando chovia formava-se uma lagoa, era um coaxar de sapos que ficou conhecida como Pracinha da Lagoa. Quando chegava um circo na cidade era ali que se instalavam, ou eram os ciganos com muita pompa, e vinham se abastecer em frente da Hidráulica.
O projeto de lei que Maneco enviou para Câmara de Vereadores , foi aprovado por unanimidade, e foi sancionado pelo prefeito Olvidio A. Batista Silva, conforme lei 215/1959 art1°. passará a chamar-se Praça Ivan Goulart.

Maneco no pátio do colégio União, no ensaio da banda para o desfile de 7 de Setembro.
Seu primeiro emprego foi como entregador de pacotes da Agência da Varig, depois num Cartório de Registro Cível, e o seguinte foi no Banco Mercantil do Comercio.
Incentivado pelo pai, Maneco se inscreveu para fazer o curso de piloto integrado com apoio da campanha "de Asas ao Brasil", dos Diários Associados, liderada por Assis Chateaubriand.
Grupo de alunos da cidade de Uruguaiana - RS.

Em pé da esquerda para direita, Manoel Soares Leães.
As aulas práticas de vôo eram feitas no Aéroporto Santos Dumont, na cidade de Uruguaiana-RS. que cedeu para que o curso fosse realizado, Maneco aprende a pilotar com seu instrutor o sargento Eulasio Vieira Camargo, que o preparou de forma excepcional num mono motor de dois lugares, emprestado pelo Aéroclube do Rio Grande do Sul.

Instrutor sargento Eulasio V.Camargo (D),e Maneco Leães ( E ) .
Manoel Soares Leães e família GOULART Maneco de férias na capital gaucha, na condição de piloto, foi procurado por Calafange, seu amigo e piloto de Jango, precisando levar dois aviões para família Goulart, o convidou para ajudá-lo a levar um dos aviões.
Coube a Manoel S. Leães (Maneco), levar o Cessna 140 de Ivan Goulart, Cleberto Rocha levaria o de Jango.
Maneco (E), e Ivan Goulart (D).
Foi assim o preâmbulo ente Maneco e Ivan Goulart, que precisava também de um Piloto.
Ivan Goulart (E),e Manoel Leães (D),na fazenda Iguariaçá de propriedade de Ivan, no município de São Borja-RS.
Assim Maneco continuou fazendo voos em companhia de Ivan Goulart, sobrevoando suas terras, que dessa forma a administração e controle das mesmas se tornaram mais rápidas e menos cansativa quando era percorrida a cavalo.
Essa inovação pioneira daria aos irmãos Goulart de suas fazendas que os destacaram neste ramo de negócios.
Sabedores, por exemplo, de que alguém desejava vender ou comprar algum gado eram os primeiros a chegar e propor compra e venda, além de identificar qualquer problemas nas suas pastagens ou cercas.
Durante este período, tornaram-se grandes amigos, eis que, ao término de suas férias, Maneco precisava voltar a Passo Fundo-RS, pois teria que assumir seu emprego na Hidráulica.
Ivan Goulart pede: Fica comigo Maneco! -Não posso perder meu emprego, respondeu!
Desejoso de contar com o trabalho e companhia de Maneco, Ivan Goulart interferiu politicamente, pede ao seu irmão João Goulart, Ministro do Trabalho do governo Getúlio Vargas, conseguindo sua transferência para São Borja-RS, Maneco passou a exercer a função de gerente da Hidráulica.
Seu pai Heraclio Soares Leães (Laquito), veio de Uruguaiana - RS, fronteira com a Argentina, visitá-lo e cumprimentá-lo pelo êxito alcançado de vez que houve promoção de cargo, o que lhe deu muita alegria.
Na Hidráulica de São Borja-RS, Heraclio Soares Leães(D), Manoel Soares Leães (E).
Assim, além das atividades na Hidráulica, associava de piloto, que desempenhava fora da hora do expediente de trabalho, inicialmente pilotando para Ivan Goulart.
Quando João Goulart- Ministro do Trabalho quando voltava para São Borja-RS, Maneco ficava a sua disposição e voava para Jango quando precisava voar.
Maneco na Granja São Vicente, propriedade do Ministro João Goulart, São Borja- RS.
Maneco conta que o coronel Vicente Rodrigues Goulart, pai de Jango, era um homem muito rico. Com sua morte em 1943 deixou de herança uma fazenda para cada filho, cabendo para Jango a fazenda Rancho Grande no município de São Borja – RS.
Além de político e grande estancieiro Jango conciliava sua vida pessoal e profissional e determinando seus próprios negócios. Com experiência, tino no comércio de gado, e extraordinário talento para fazer bons negócios, foi proprietário de uma companhia de Taxi Aéreo São Borja e de uma emissora de Rádio Fronteira do Sul.
Naquele tempo não havia boas estradas, elas eram de chão batido e quando chovia ficavam intransitáveis. Ele adquiriu uma avião Cessna 140 monomotor para sua locomoção, tornando suas viagens mais rápidas, e menos cansativas e deixando de percorrer longas distâncias de automóvel.
Admirador de carros, depois que pegou o gosto pelo avião, modernizava a sua frota de automóvel e aviões sempre que eram lançados novos modelos.
Era o único fazendeiro a ter avião. Sabendo que em um município vizinho haveria arremate ou leilão de gado, Maneco e Jango iam de avião, enquanto os outros pecuaristas faziam o percurso de carro. Eram os primeiros a chegarem ao município: Maneco sempre o acompanhava e assessorava na definição dos negócios. Quando os pecuaristas começavam a chegar, eles já estavam voltando para a fazenda Rancho Grande e Jango já havia arrematado os melhores lotes de gado.
Em pouco tempo foi triplicando sua fortuna deixada pelo pai o coronel Vicente Goulart, tornando-se um dos mais ricos fazendeiros do município de São Borja.
Manoel S. Leães ( Maneco), ao ter ótimo relacionamento interpessoal, ao tratar bem as pessoas e aos empregados é convidado a participar de um churrasco no galpão da Granja São Vicente - São Borja.
Tempo depois acontece o episódio mais triste de sua vida, quando ficou sabendo que seu amigo Ivan Goulart estava gravemente doente, decidiu então a ficar ao lado de seu amigo até o momento final, de vez que todos os esforços para salvá-lo foram inúteis, aprofundavam-se desse modo mais ainda esses laços fraternos.
" Em 1958, o Ivan morreu no meus braços."
"Pensei em deixar de voar", a tristeza o consumia.
Foi então, que Jango disse: Maneco vai ficar comigo e pede demissão do teu emprego, Jango admirava o modo como Maneco trabalhava e se portava nas relações pessoais.
Convencido a ficar residindo em São Borja, Manoel Soares Leães se desligou da Hidraulica, estabelecendo-se naquele município como piloto e homem de confiança de João Goulart.
Manoel Leães na Politica.
A decisão de permanecer ao lado de Jango foi acertada, sob a liderança de João Goulart presidente nacional do PTB - Partido Trabalhista Brasileiro, filiou-se ao Partido em 12/07/1951, concorrendo a vereador sendo o mais votado em duas legislatura, o primeiro mandato em 31/12/1955, e o segundo em 31/12/1960.
Manoel Leães, sendo empossado como vereador.
Na condição de vereador, foi o momento de homenagear seu grande amigo Ivan Goulart, na frente da Hidráulica havia um terreno do município e quando chovia formava-se uma lagoa, era um coaxar de sapos que ficou conhecida como Pracinha da Lagoa. Quando chegava um circo na cidade era ali que se instalavam, ou eram os ciganos com muita pompa, e vinham se abastecer em frente da Hidráulica.
O projeto de lei que Maneco enviou para Câmara de Vereadores , foi aprovado por unanimidade, e foi sancionado pelo prefeito Olvidio A. Batista Silva, conforme lei 215/1959 art1°. passará a chamar-se Praça Ivan Goulart.
MANECO e a POLÍTICA
A decisão de permanecer ao lado de Jango foi acertada, sob a liderança de João Goulart presidente nacional do PTB - Partido Trabalhista Brasileiro, filiou-se ao Partido em 12/07/1951, concorrendo a vereador, sendo o mais votado em duas legislatura.
O primeiro mandato em 31/12/1955, e o segundo em 31/12/1960.
Manoel Leães, sendo empossado como vereador.
Na condição de vereador, " foi o momento de homenagear meu grande amigo Ivan Goulart", na frente da Hidráulica havia um terreno do município e quando chovia formava-se uma lagoa, era um coaxar de sapos, que ficou conhecida pelo povo como Pracinha da Lagoa.
Quando chegava um circo na cidade era ali que se instalavam, ou eram os ciganos com muita pompa, e vinham se abastecer em frente da Hidráulica.
O projeto lei que Maneco enviou para Câmara de Vereadores, foi aprovado por unanimidade, e sancionado pelo prefeito Olvidio A. Batista da Silva, conforme lei 215/1959 art1°, passará a chamar-se Praça Ivan Goulart.
Praça Ivan Goulart.
Durante o golpe militar, a placa colocada na Praça em homenagem a Ivan Goulart, foi arrancada e a trocaram de nome.
Manoel Soares Leães, assumindo sua segunda cadeira na Câmara de Vereadores.
Pela sua atuação foi eleito Presidente da Câmara de Vereadores de São Borja-RS, tendo inclusive nesta última condição, assumido o cargo de prefeito interino da cidade.
Sentado o prefeito Florêncio Guimarães (E), Maneco Leães discursa ao assumir a prefeitura de São Borja-RS.
Manoel Leães presidente do clube de futebol Cruzeiro Esporte Clube de São Borja, estando presente ao jogo no estádio General Vargas- pai de Getúlio Vargas, recepcionando os dirigentes do time visitante o Nacional de Porto Alegre.
Antes do início do jogo, houve trocas de mimos entre os dirigentes.
Manoel Leães (E), e o dirigente do Nacional de POA-RS.
Na Granja São Vicente, Maneco (D),E João Vicente (E).
Na Granja, Maneco (C), Denise Goulart (D), João Vicente (E), em São Borja-RS.
GETÚLIO VARGAS
Getulio foi alvo de uma campanha encabeçada por Lacerda e pela Tribuna da Imprensa, ao final de 1945, acaba o Estado Novo, Vargas depois se recolhe ao seu exílio voluntário na estância de Itu, seu capataz Aristeu Fonseca Fernandes, acende o charuto Havana que Getulio gostava.
Nas visitas constantes de Jango e Maneco Leães a Getulio Vargas na sua fazenda de Itu fronteira com o Uruguai, GetulioVargas convida Jango a conhecer sua criação de cavalos, Crioulo Baio Ruano.
Getulio num isolamento quase total, João Belchior Marques Goulart era um dos poucos que estava sempre presente com Vargas, os dois dialogavam muito.
Em Itu, Getulio Vargas(D), e João Goulart(E).
Durante o diálogo, Getúlio Vargas pede a Maneco que quando fosse a capital gaúcha que comprasse todos os jornais e revistas, assim ficaria informado sobre o que estava acontecendo no Brasil e no mundo.
" Com o pedido do Dr. Getúlio, comecei a vir mais seguido a Porto Alegre-RS, Maneco teve que mudar seu plano de voo, ao retornar, primeiro teria que fazer escala na fazenda de Itu, para entregar a Getúlio as encomendas, e depois seguir viagem para São Borja.
Aceitando voltar a política pela convenção do PTB, Getúlio Vargas entra na campanha presidencial de 1950.
Getúlio Vargas, após ser eleito Presidente da República por meio do voto popular e ter concorrido pelo partido do PTB, o Presidente Getúlio, foi a fazenda Rancho Grande em Iguariaçá, município de São Borja, propriedade de Jango, fazer uma visita ao presidente do Partido Trabalhista Brasileiro, o qual veria a ser seu Ministro.
Getulio precisando e buscando uma conciliação, então optou por afastar João Goulart.
Jango avisado a comparecer no Palácio do Catete, o presidente Vargas o esperava, Maneco e Jango ao chegarem ao Palácio, foram para o seu aposento, Getulio o aguardando, durante o diálogo, Vargas entregou a Jango um envelope com a recomendação de só abri-lo caso acontecesse alguma coisa com ele, Jango entregou-me o envelope ficando aos meus cuidados.
Getúlio vinha sofrendo uma campanha encabeçada por Lacerda e pela Tribuna da Imprensa.
Na manhã do dia 24 de Agosto de 1954, Jango ao saber do suicídio de Getúlio Vargas, ao abrir o envelope, era a carta testamento, fico a lembrar a confiança que Jango sempre depositou a minha pessoa, ao lembrar que a carta testamento ficou aos meus cuidados.

Getulio saiu da vida para entrar na história.
Nas visitas constantes de Jango e Maneco Leães a Getulio Vargas na sua fazenda de Itu fronteira com o Uruguai, GetulioVargas convida Jango a conhecer sua criação de cavalos, Crioulo Baio Ruano.
Apoiados na mangueira, João Goulart (D), Geulio Vargas (C), capataz Aristeu.
Getulio num isolamento quase total, João Belchior Marques Goulart era um dos poucos que estava sempre presente com Vargas, os dois dialogavam muito.
Em Itu, Getulio Vargas(D), e João Goulart(E).
Durante o diálogo, Getúlio Vargas pede a Maneco que quando fosse a capital gaúcha que comprasse todos os jornais e revistas, assim ficaria informado sobre o que estava acontecendo no Brasil e no mundo.
" Com o pedido do Dr. Getúlio, comecei a vir mais seguido a Porto Alegre-RS, Maneco teve que mudar seu plano de voo, ao retornar, primeiro teria que fazer escala na fazenda de Itu, para entregar a Getúlio as encomendas, e depois seguir viagem para São Borja.
Aceitando voltar a política pela convenção do PTB, Getúlio Vargas entra na campanha presidencial de 1950.
Getúlio Vargas com a faixa de Presidente.
Fazenda Rancho Grande, Manoel Leães (D), Getulio Vargas (C), e Ivan Goulart (E).
Em 17/06/1953, no governo do Presidente Getúlio Vargas, estava ao seu lado quando João Goulart foi nomeado a Ministro do Trabalho, com o objetivo de criar a política trabalhista.
Jango foi considerado ministro dos trabalhadores, ao reajustar o salário mínimo dando o aumento de 100%, Jango foi crucificado, causando um profundo descontentamento pelo empresariado e a multinacional e um grupo de militares, por acharem que Jango queria implantar um governo sindical em 1953.Getulio precisando e buscando uma conciliação, então optou por afastar João Goulart.
Jango avisado a comparecer no Palácio do Catete, o presidente Vargas o esperava, Maneco e Jango ao chegarem ao Palácio, foram para o seu aposento, Getulio o aguardando, durante o diálogo, Vargas entregou a Jango um envelope com a recomendação de só abri-lo caso acontecesse alguma coisa com ele, Jango entregou-me o envelope ficando aos meus cuidados.
Getúlio vinha sofrendo uma campanha encabeçada por Lacerda e pela Tribuna da Imprensa.
Na manhã do dia 24 de Agosto de 1954, Jango ao saber do suicídio de Getúlio Vargas, ao abrir o envelope, era a carta testamento, fico a lembrar a confiança que Jango sempre depositou a minha pessoa, ao lembrar que a carta testamento ficou aos meus cuidados.

Getulio saiu da vida para entrar na história.
JANGO VICE-PRESIDENTE
João Goulart já tinha sido deputado, Secretário de Estado, e foi o único político em toda história Republicana que se elegeu e reelegeu como vice-presidente em Outubro de 1955, na chapa Juscelino Kubitschek, e a segunda em 1960, na chapa do General Lott.

Campanha de João Goular a presidência em Minas Gerais
Maneco(D), Jango(C), padre Antonio(E), e políticos mineiros.
O vice-Presidente João Goulart, obteve mais de meio milhão de votos do que o presidente eleito, Jango declarou: foi a resposta do povo ao regime que preparavam assaltar o País, pelos trustes internacionais.
Posse do Presidente Juscelino Kubitschek (E), e o do vice-João Goulart.(D).

Campanha de João Goular a presidência em Minas Gerais
Maneco(D), Jango(C), padre Antonio(E), e políticos mineiros.
O vice-Presidente João Goulart, obteve mais de meio milhão de votos do que o presidente eleito, Jango declarou: foi a resposta do povo ao regime que preparavam assaltar o País, pelos trustes internacionais.
João Goulart (E), e Juscelino Kubitschek (D).
Posse do Presidente Juscelino Kubitschek (E), e o do vice-João Goulart.(D).
RENUNCIA DE JANIO
Manoel Soares Leães (o Maneco), acompanhava a mãe de João Goulart, em uma consulta ao seu médico particular, no Rio de Janeiro-RJ, ao sair para comprar um jornal, ficou sabendo ao ouvir pelo radio da banca de revista em 25/08/1961, a renúncia do presidente Janio Quadros.
Voltei correndo para o consultório e entrei na sala sem bater e informei a Vicentina Goulart, dona Tinoca que Jango seria o novo presidente da Nação".
Dona Tinoca disse: deixa de bobagem Maneco!
Ao chegarmos em sua casa, dona Tinoca nervosa ligou para políticos e amigos que confirmaram a notícia, e como o vice-presidente João Goulart se encontrava numa viagem Diplomática na República da China.
Quando houve o manifesto dos Ministros militares, que queriam impedir que Jango assumisse seu lugar como mandatário, e ainda o acusaram de ser comunista, "parti na mesma hora para São Paulo-SP, e pedi para um amigo meu levar minha família a fazenda de Jango, em Araçatuba-SP, no interior paulista.
Maneco no avião de Jango, o Cessna - 310 - PT-BSP.
O vice-presidente João Goulart se encontrava em uma viagem Diplomática na República da China, ao ser avisado da renúncia de Janio Quadros pelo seu secretário de imprensa, Raul Riffe, ao regressar ao Brasil, em 05/08/1961, faz escala em Montevidéu-Uruguai ficou na embaixada do Brasil, aguardando o momento para regressar ao seu País.
João Goulart ao retornar ao Brasil em 05/09/1961, como foi sempre um conciliador, contemporizador e um negociador, fez um acordo político com os militares ao aceitar o regime parlamentarista, assim em 07/09/1961, Jango é empossado Presidente da República. Pelo seu dom e da sua sensibilidade social e nacional que o fez um líder, Jango já vivia no fogo da pressão na imprensa Lacerda, no congresso Jorge Calmon, numa época que o congresso atuava com parlamentarismo.

Posse do Presidente João Goulart (E), 1° Ministro Tancredo Neves(C), e atrás, Manoel Leães.
O Jango já vivia no fogo da pressão, na imprensa Lacerda, no congresso Jorge Calmom, numa época que o congresso atuava com o parlamentarismo.
O Presidente João Goulart convocou o plebiscito para o povo decidir se manteria ou não a manutenção do sistema. Com uma vitória avassaladora com 80% dos votos, o povo escolheu o retorno do presidencialismo com a vitória o presidente Goulart passou a governar com todos os poderes constitucionais.
O Povo sai as ruas a favor do presidencialismo.
MANOEL S. LEÃES NA PRESIDÊNCIA
Maneco após regressar ao serviço público federal como tesoureiro auxiliar do antigo IPASE, e pela portaria nº1.450 de 18/04/1962, foi posto a disposição do Gabinete Civil do Presidente da República, além de pilotar-lhe o avião particular, passando a prestar assessoria direta ao Presidente João Goulart, na ligação com Ministros e outras altas autoridades, bem como nas negociações com lideres, quer situacionistas ou oposicionistas em Brasilia-DF e em outras cidades.

Tancredo Neves (D), presidente João Goulart (C), gen. Amaury Kruel ( E), atrás Manoel Leães, no Palácio do Planalto.
No primeiro dia de trabalho, Maneco acompanhava o presidente João Goulart no carro da presidência, "saímos da Granja do Torto para o Palácio do Planalto precedido de batedores do exército, ao chegarmos no Palácio, ordenou que dispensasse os batedores e qualquer tipo de segurança ostensivo."
Seu desejo era de ir e vir como um cidadão comum, o período que Jango desempenhava as funções de presidente, poucas vezes Maneco deixou de acompanha-lo no seu deslocamento da Granja do Torto ao Palácio do Planalto.

Em muitas oportunidades ficou com o presidente Jango Goulart a noite na Granja do Torto, as vezes cansado e com sono não achava correto deixá-lo sozinho depois que os ajudantes de ordem pediam para se retirar.
Quando o presidente João Goulart, ia passar seu final de semana em sua fazenda, Tres Marias-MT, no pantanal a 150 Km de Rondonópolis-MT, não permitia que o pessoal da segurança presidencial o acompanhasse, enquanto estivesse descansando.

Na fazenda, Tres Marias-MT, presidente João Goulart (E), e Manoel Leães(D).
O grupo que o acompanhava era reduzido, Maria Tereza e seus filhos, Maneco e seu filho Laquito e seus dois ajudantes de ordem, que levavam pilhas de processos que Jango os lia com tranquilidade, chegando a gastar uma caixa de canetas Bic, de tanto escrever e assinar".
"Na madrugada de sábado o presidente Jango já estava acordado e ficávamos tomando chimarrão, depois ia conversar com os peões na mangueira que cuidavam de sua criação de gado Nelori, depois do almoço Jango ia descansar e mais tarde íamos pescar e caçar, o que Jango mais gostava, era a forma que ele encontrava pra reduzir seu nível de estresse.
Jango não dispensava a presença do meu filho Laquito, ele cuidava e apontava pra Jango atirar, era um excelente atirador, os patos eram os alvos mais frequentes, e não admitia que atirassem nos pássaros, as pescarias que atraiam Jango, os peixes que pescava gostava de preparar para o almoço para todos comerem, dourados, pacus, piavas.

As margens do rio Itiquira-MT, ao fundo presidente João Goulart (D), Maneco (E), em pé coronel Ernani Fitipaldi (E).
"Muitas vezes fomos pescar no rio das Mortes, outra fazenda que Jango gostava muito de ir pescar era na sua fazenda de Barro Alto, fronteira com Goiás, o rio que passava em suas terras era o Cristalino, era um aquário, escolhíamos o peixe que queríamos pescar, pintado, tucunares, matrinchãs, cachorra e uma variedade de outros peixes.
Maneco voltava para Brasília na segunda feira bem cedo, pousava o avião particular na Granja do Torto, "e depois saiamos juntos no carro presidencial para o Palácio sem seguranças e batedores, ele só admitiu toda aquela ostentação no dia em que foi receber a faixa de Presidente".
Jango com a faixa de presidente.
Presidente João Goulart (E), Maria Tereza (D), e Denisie Goulart (C), no dia de seu aniversário foi comemorado com uma festa no salão do Palácio da Alvorada.
Enquanto o Presidente Joao Goulart despachava com seus ajudantes de ordens no Palácio das Laranjeiras, Manoel Leães ficou dialogando com o general Aluísio Moura.
Palacio das Laranjeiras, Maneco(D), e o general Aluisio Moura (E).
Oficialmente Manoel Soares Leães (Maneco), integrou a comitiva Presidencial, tanto na coroação do Papa Paulo VI, como nas visitas a China, Chile e ao Uruguai.

Na Fontana di Trevi, Maneco (D), capitão Ernani C. Azambuja(E).
Manoel Leães, não poucas vezes representou o Presidente João Goulart , em cerimonias oficiais.
Em 15 de Junho de 1962 a Seleção Brasileira conquistou a Copa do Mundo no Chile, os jogadores campeões do mundo, foram recepcionados em Brasilia-DF, pelo Presidente da República João Goulart.
O presidente Jango e os jogadores campeões do mundo fizeram desfile no caminhão do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas da capital e eram ovacionados por uma multidão.

No caminhão de bombeiros da esquerda p/ direita, Zito(E), presidente João Goulart(C), Pelé (D), e o goleiro Gilmar.
Após o desfile foram recepcionados na Granja do Torto com uma festa, os jogadores receberam um carro cada.
Gilmar,Garrincha, Pelé, Amarildo, Zagalo, Didi, Nilton Santos, Djalma Santos, Vavá, Mauro, Zito e Zózimo, enquanto que o povo ficava do lado de fora tentando ver seus ídolos e conseguir autógrafos, foi quando Jango deu ordem que fossem abertos os portões, ele queria que o povo participasse junto daquela homenagem que estava sendo feita aos jogadores da seleção brasileira, deixando a segurança em polvorosa, e os portões foram abertos.
Maneco (D), Pelé (C) e torcedores.
Na Granja do Torto, Maneco (D), Garrincha (C), Zagalo (E), e Zózimo.
Num momento histórico após a conquista da Copa do Mundode1962 noChile, o presidente João Goulart recebe a Taça Jules Rimet das mãos dos jogadores, Beline (D), e Mauro (E).
Primeira visita oficial de João Goulart a sua cidade de São Borja-RS, como Presidente da República, na chegada desfilou no jipe do exército, a população em massa prestigiou o seu filho mais ilustre.

Maneco (D), em pé presidente João Goulart (C), atrás o prefeito Florêncio Guimarães, general Amaury Kruel (E), de costas capitão Ernani Azambuja ajudante de ordem.
Durante os anos em que Manoel Soares Leães (Manco), permaneceu na presidência da República, como prova inegável da capacidade de visualização e tratos de assuntos relevante de interesse nacional por extensão da humanidade, foi homenageado com as seguintes condecorações:
No dia 16/08/1962, as 10h, no edifício do Ministério da Marinha, na Esplanada dos Ministério bloco 3, Brasilia-DF, a cerimonia de entrega das medalhas Almirante Tamandaré (Marinha), as personalidades agraciadas pelo Presidente da República.
Maneco sendo condecorado pelo contra-almirante, Gastão Brasil do Carmo Junior.
Brasília, 23/07/1963, Palácio do Planalto.
Medalha do Mérito Militar ( Exército)

Tancredo Neves (D), presidente João Goulart (C), gen. Amaury Kruel ( E), atrás Manoel Leães, no Palácio do Planalto.
No primeiro dia de trabalho, Maneco acompanhava o presidente João Goulart no carro da presidência, "saímos da Granja do Torto para o Palácio do Planalto precedido de batedores do exército, ao chegarmos no Palácio, ordenou que dispensasse os batedores e qualquer tipo de segurança ostensivo."
Seu desejo era de ir e vir como um cidadão comum, o período que Jango desempenhava as funções de presidente, poucas vezes Maneco deixou de acompanha-lo no seu deslocamento da Granja do Torto ao Palácio do Planalto.

Na Granja do Torto, Presidente João Goulart(E), Manoel Leães (D), e João Vicente.
Em muitas oportunidades ficou com o presidente Jango Goulart a noite na Granja do Torto, as vezes cansado e com sono não achava correto deixá-lo sozinho depois que os ajudantes de ordem pediam para se retirar.
Quando o presidente João Goulart, ia passar seu final de semana em sua fazenda, Tres Marias-MT, no pantanal a 150 Km de Rondonópolis-MT, não permitia que o pessoal da segurança presidencial o acompanhasse, enquanto estivesse descansando.

Na fazenda, Tres Marias-MT, presidente João Goulart (E), e Manoel Leães(D).
O grupo que o acompanhava era reduzido, Maria Tereza e seus filhos, Maneco e seu filho Laquito e seus dois ajudantes de ordem, que levavam pilhas de processos que Jango os lia com tranquilidade, chegando a gastar uma caixa de canetas Bic, de tanto escrever e assinar".
"Na madrugada de sábado o presidente Jango já estava acordado e ficávamos tomando chimarrão, depois ia conversar com os peões na mangueira que cuidavam de sua criação de gado Nelori, depois do almoço Jango ia descansar e mais tarde íamos pescar e caçar, o que Jango mais gostava, era a forma que ele encontrava pra reduzir seu nível de estresse.
Jango não dispensava a presença do meu filho Laquito, ele cuidava e apontava pra Jango atirar, era um excelente atirador, os patos eram os alvos mais frequentes, e não admitia que atirassem nos pássaros, as pescarias que atraiam Jango, os peixes que pescava gostava de preparar para o almoço para todos comerem, dourados, pacus, piavas.

As margens do rio Itiquira-MT, ao fundo presidente João Goulart (D), Maneco (E), em pé coronel Ernani Fitipaldi (E).
"Muitas vezes fomos pescar no rio das Mortes, outra fazenda que Jango gostava muito de ir pescar era na sua fazenda de Barro Alto, fronteira com Goiás, o rio que passava em suas terras era o Cristalino, era um aquário, escolhíamos o peixe que queríamos pescar, pintado, tucunares, matrinchãs, cachorra e uma variedade de outros peixes.
Maneco voltava para Brasília na segunda feira bem cedo, pousava o avião particular na Granja do Torto, "e depois saiamos juntos no carro presidencial para o Palácio sem seguranças e batedores, ele só admitiu toda aquela ostentação no dia em que foi receber a faixa de Presidente".
Jango com a faixa de presidente.

Enquanto o Presidente Joao Goulart despachava com seus ajudantes de ordens no Palácio das Laranjeiras, Manoel Leães ficou dialogando com o general Aluísio Moura.

Oficialmente Manoel Soares Leães (Maneco), integrou a comitiva Presidencial, tanto na coroação do Papa Paulo VI, como nas visitas a China, Chile e ao Uruguai.

Na Fontana di Trevi, Maneco (D), capitão Ernani C. Azambuja(E).
Manoel Leães, não poucas vezes representou o Presidente João Goulart , em cerimonias oficiais.
Em 15 de Junho de 1962 a Seleção Brasileira conquistou a Copa do Mundo no Chile, os jogadores campeões do mundo, foram recepcionados em Brasilia-DF, pelo Presidente da República João Goulart.
O presidente Jango e os jogadores campeões do mundo fizeram desfile no caminhão do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas da capital e eram ovacionados por uma multidão.

No caminhão de bombeiros da esquerda p/ direita, Zito(E), presidente João Goulart(C), Pelé (D), e o goleiro Gilmar.
Após o desfile foram recepcionados na Granja do Torto com uma festa, os jogadores receberam um carro cada.
Gilmar,Garrincha, Pelé, Amarildo, Zagalo, Didi, Nilton Santos, Djalma Santos, Vavá, Mauro, Zito e Zózimo, enquanto que o povo ficava do lado de fora tentando ver seus ídolos e conseguir autógrafos, foi quando Jango deu ordem que fossem abertos os portões, ele queria que o povo participasse junto daquela homenagem que estava sendo feita aos jogadores da seleção brasileira, deixando a segurança em polvorosa, e os portões foram abertos.
Maneco (D), Pelé (C) e torcedores.
Na Granja do Torto, Maneco (D), Garrincha (C), Zagalo (E), e Zózimo.
Num momento histórico após a conquista da Copa do Mundode1962 noChile, o presidente João Goulart recebe a Taça Jules Rimet das mãos dos jogadores, Beline (D), e Mauro (E).
Primeira visita oficial de João Goulart a sua cidade de São Borja-RS, como Presidente da República, na chegada desfilou no jipe do exército, a população em massa prestigiou o seu filho mais ilustre.

Maneco (D), em pé presidente João Goulart (C), atrás o prefeito Florêncio Guimarães, general Amaury Kruel (E), de costas capitão Ernani Azambuja ajudante de ordem.
Durante os anos em que Manoel Soares Leães (Manco), permaneceu na presidência da República, como prova inegável da capacidade de visualização e tratos de assuntos relevante de interesse nacional por extensão da humanidade, foi homenageado com as seguintes condecorações:
Maneco (D), coronel Eudo (E).
No dia 16/08/1962, as 10h, no edifício do Ministério da Marinha, na Esplanada dos Ministério bloco 3, Brasilia-DF, a cerimonia de entrega das medalhas Almirante Tamandaré (Marinha), as personalidades agraciadas pelo Presidente da República.
Maneco sendo condecorado pelo contra-almirante, Gastão Brasil do Carmo Junior.
Brasília, 23/07/1963, Palácio do Planalto.
Medalha do Mérito Militar ( Exército)
GOLPE DE 64
O reatamento das relações com a União Soviética e outros países, menos a China, tinha sido decisão do presidente Janio Quadros, que o vice- presidente João Goulart e Tancredo Neves implantaram.
Mas Washington não gostou, mesmo tendo embaixadas nestes países, na reunião da OEA em Punta del Este, a CIA pressionava Kennedy a pressionar os governos Latinos Americanos a romperem com Cuba.
Era uma sexta feira 25 de Agosto, quando o presidente João Goulart sentenciou seu governo, quando contrariou a super potência.
Presidente João Goulart disse: Temos e teremos boas relações com EUA, mas quem decide os caminhos do Brasil é o governo brasileiro.
Jamais tenha dúvida disto!
Jango não aceitou que seu governo fosse subordinado as ordens do império americano, os Países da América latina romperam com Cuba, menos Brasil, Uruguai e México.
O Presidente João Goulart em visita ao EUA, Kennedy o recebeu de forma amistosa e cordial, alimentando a desconfiança da cúpula americana, era o inicio das intrigas para que Jango não permanecesse no poder.
Os EUA desde 1961 estavam preparando e incentivando estrategicamente industriais, empresários, latifundiários, comerciantes, civis e militares brasileiros para revoltas, greves e a instabilidade que conseguiram, instaladas durante o governo de João Goulart, para um golpe.
No dia 30 de Junho de 1962 no salão Oval, Kennedy e Lincon Gordon, discutiram um custo de USS 8 milhões de dolares para interferir nas eleições e preparar o terreno para o golpe militar contra Jango.
A conversa foi gravada no sistema de gravação que Kennedy mandou instalar no fim de semana.
O embaixador Lincon Gordon escreveu, tanto eu como meus assessores acreditavam que todo nosso apoio deve ser dado aos golpistas para que o Brasil não possa se transformar numa China.
( Escrito por Jimmy Wates - fundador da Wikipedia- enciclopédia livre).
Os americanos e os golpistas não queriam um governo popular e democrático para o povo brasileiro, queriam sim um governo de reclusão, e ainda o acusaram de comunista, uma campanha anti-Jango foi administrada a longo de 1963 e1964.
Ex-espião da CIA, Philip Agee revelou a operação desencadeada pelo governo americano para provocar o golpe militar em 1964. na derrubada o presidente João Goulart.(Em entrevista concedida em Cuba a revista IstoÉ). Agee conta como a agência se infiltrava nos sindicatos brasileiros, e quando se está tentando provocar um golpe mitlitar, distinto setores são utilizados: mulheres,estudante, sindicalistas e políticos de alto Escalão. No caso sindical, a CIA agia através do representante da ITF ( Federação Internacional dos Trabalhadores do Transporte) no Rio de Janeiro, Jak Otero, um agente infiltrado. O governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda foi um exemplo de "político de alto escalão",
Decidiu-se em Washington que João Goulart tinha de ser tirado, o homem-chave nesse processo foi o embaixador Lincon Gordon, que trabalhava intimamente com a CIA em todas as operações de influência e manipulação de grupos supostamente liberais e pluralistas que saíram as ruas contra o governo.
A CIA, colaborava com as diversas correntes de oposição a Jango, e os militares golpistas concomunados com o embaixador americano, Lincon Gordon, utilizavam a embaixada dos EUA, como núcleo para tirar Goulart da Presidência da República.
"Estávamos em São Borja quando o presidente Jango recebeu o comunicado da revolta dos sargentos sob o comando do cabo Anselmo, voei com ele para o Rio de Janeiro, onde foi tentar amenizar a crise, os militares não aceitavam as ponderações do presidente".
O Presidente João Goulart surpreendido por um golpe militar em 1° de Abril de 1964, encontrava-se no Rio de Janeiro, ao saber que seu Ministro da Guerra havia se internado, o presidente Jango e Maneco foram ao hospital, Jango foi falar com seu ministro Jair Dantas, para ver se conseguiria reverter o golpe, ao sentir que não havia apoio nem do seu Ministro da Guerra.
Gerando uma profunda decepção com os generais que o traíram, General Nicolau Fico, comandante da guarnição de Brasilia.
Justino Alves Bastos, comandante do IV exército.
O seu compadre Amaury Kruel, comandante do II exército.
E como o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que o Presidente João Goulart tinha no seu governo o promovido a chefe do Estado Maior do Exército, foi uns dos conspiradores do golpe.
'''João Goulart então retornou a Brasilia, na noite de 02//04/64 deste mesmo dia saiu da capital e voou para Porto Alegre, como o III Exército era fiel, ao chegar a capital verificou que a situação não estava tão assegurada, então voamos para São Borja.
Washington agiu rapidamente, e reconheceu o novo governo imediatamente, e o presidente do Senado o senador Auro Soares de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República, mesmo o Presidente João Goulart encontrar-se em território brasileiro .
Jango foi informado que a poderosa frota do Caribe estava a 50 km e 12 milhas náuticas ao sul de Espírito Santo, sob a ordem de apoiarem os golpistas caso houvesse alguma reação dos militares do Presidente João Goulart, e que a operação Brother Sam foi iniciada quando Jango chegou a Porto Alegre.
Conforme os arquivos do governo Lindon Johnson comprovaram vinte anos mais tarde, que foi feita uma operação militar Brother Sam para atuar no Brasil, em apoio a Operação Popaye dos militares brasileiros.
A operação Brother Sam objetivava abastecer com 100 toneladas de armas, 130 mil barris de combustível, e 25 aviões C135 para transporte de material bélico aos golpistas, além de todas aéronaves.
O porta-aviões americano USS Forrestal (CVA-59), e seis destroyers, foram enviados a costa brasileira.
Porta-aviões USS Forrestal CVA-59 e seis destroyers.
O Presidente João Goulart homem pacífico e conciliador, homem bom e incapaz de alimentar um regime de arbítrio e exceção,o presidente Jango convocou uma reunião para tentar impedir que a rebelião militar desencadeada em Minas sepultasse a democracia brasileira, Leonel de Moura Brizola sugeriu a Jango que nomeasse Ladário Telles, homem de confiança, como Ministro da Guerra, e Brizola ministro da Justiça.
"Nunca vou esquecer o momento em que o presidente João Goulart encerrou a reunião, sem demonstrar um apego ao cargo e consciente que só ele poderia impedir uma guerra civil, disse: decidido a não resistir, alegou que não permaneceria se o preço a pagar fosse o derramamento de sangue do povo brasileiro".
Segui junto com Jango para o Aeroporto Salgado Filho, após sairmos da residência do comandante do III exército, decolamos no Avro da FAB as 11:30 sob o comando do capitão Lott para São Borja, estavam os ministros, Osvaldo Lima Filho, Wilson Faduil, general Assis Brasil, Chefe da Casa Militar, Eugenio Cailar Filho, seu secretário particular, os capitães Ernani Correa Azambuja e Juares Soares Motta, natural de São Borja, ajudantes-de-ordem, o tenente coronel Pinto Guedes, o Avro pousou na fazenda Rancho Grande do presidente Jango, em São Borja-RS".
" Eu permaneci ao lado de Jango, Argemiro Assis Brasil Chefe da Casa Militar e o capitão Juares Soares Motta, e todos os outros regressaram no mesmo avião para Brasília,o avião Avro da FAB, que trouxe Maria Tereza e seus filhos, decolou da pista da Granja do Torto as 2h da manhã para Porto Alegre, chegando no aeroporto Salgado Filho para reabastecer, desembarcando os meus dois filhos, Paulo Ernesto Leães e Manoel Laquito Leães, que acompanharam Maria Tereza".
"Na manhã de 4 de Abril de 1964 no seu avião particular, levei o presidente e sua família e o general Assis Brasil, voando para a fazenda Santa Luiza no município de São Borja, Jango por não se sentir mais seguro pelas notícias, decolamos para sua outra fazenda Cinamomo - Itaqui-RS".
"Procurando despistar os fuzileiros navais que se deslocaram para o interior de São Borja em busca dele, quando nossa esperança de permanecer em território brasileiro já não existia, lembro-me que numa tarde o presidente Jango me chamou num canto e me pediu: que falasse com sua esposa que resistia a deixá-lo no Brasil. Maneco da um jeito de levar Maria Tereza e as crianças para o Uruguai!"".
"Sem saber se ela havia sido informada, cheguei e disse: Maria Tereza arruma as malas e as crianças e vamos dar uma voltinha, como havia feito em outras oportunidades".
Por que se nós vamos só dar uma voltinha?
"Respondi com convicção: É bom sempre levar alguma coisa, nunca se sabe o que pode acontecer!"
Depois de muito relutar concordou com a ideia, chamou as crianças e reuniu algumas roupas e na mesma tarde estava voando rumo ao Uruguai, a voltinha acabou no aeroporto de Carrasco, Montevidéu-ROU, após deixar Maria Tereza e as crianças no hotel Lancaster, centro de Montevidéu".
Como emissário do presidente Goulart, Maneco foi recebido pelo presidente uruguaio Daniel Fernandes Crespo, "recebi do presidente a garantia de exílio para o presidente João Goulart".
Mas Washington não gostou, mesmo tendo embaixadas nestes países, na reunião da OEA em Punta del Este, a CIA pressionava Kennedy a pressionar os governos Latinos Americanos a romperem com Cuba.
Era uma sexta feira 25 de Agosto, quando o presidente João Goulart sentenciou seu governo, quando contrariou a super potência.
Presidente João Goulart disse: Temos e teremos boas relações com EUA, mas quem decide os caminhos do Brasil é o governo brasileiro.
Jamais tenha dúvida disto!
Jango não aceitou que seu governo fosse subordinado as ordens do império americano, os Países da América latina romperam com Cuba, menos Brasil, Uruguai e México.
O Presidente João Goulart em visita ao EUA, Kennedy o recebeu de forma amistosa e cordial, alimentando a desconfiança da cúpula americana, era o inicio das intrigas para que Jango não permanecesse no poder.
Os EUA desde 1961 estavam preparando e incentivando estrategicamente industriais, empresários, latifundiários, comerciantes, civis e militares brasileiros para revoltas, greves e a instabilidade que conseguiram, instaladas durante o governo de João Goulart, para um golpe.
No dia 30 de Junho de 1962 no salão Oval, Kennedy e Lincon Gordon, discutiram um custo de USS 8 milhões de dolares para interferir nas eleições e preparar o terreno para o golpe militar contra Jango.
A conversa foi gravada no sistema de gravação que Kennedy mandou instalar no fim de semana.
O embaixador Lincon Gordon escreveu, tanto eu como meus assessores acreditavam que todo nosso apoio deve ser dado aos golpistas para que o Brasil não possa se transformar numa China.
( Escrito por Jimmy Wates - fundador da Wikipedia- enciclopédia livre).
Os americanos e os golpistas não queriam um governo popular e democrático para o povo brasileiro, queriam sim um governo de reclusão, e ainda o acusaram de comunista, uma campanha anti-Jango foi administrada a longo de 1963 e1964.
Ex-espião da CIA, Philip Agee revelou a operação desencadeada pelo governo americano para provocar o golpe militar em 1964. na derrubada o presidente João Goulart.(Em entrevista concedida em Cuba a revista IstoÉ). Agee conta como a agência se infiltrava nos sindicatos brasileiros, e quando se está tentando provocar um golpe mitlitar, distinto setores são utilizados: mulheres,estudante, sindicalistas e políticos de alto Escalão. No caso sindical, a CIA agia através do representante da ITF ( Federação Internacional dos Trabalhadores do Transporte) no Rio de Janeiro, Jak Otero, um agente infiltrado. O governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda foi um exemplo de "político de alto escalão",
Decidiu-se em Washington que João Goulart tinha de ser tirado, o homem-chave nesse processo foi o embaixador Lincon Gordon, que trabalhava intimamente com a CIA em todas as operações de influência e manipulação de grupos supostamente liberais e pluralistas que saíram as ruas contra o governo.
A CIA, colaborava com as diversas correntes de oposição a Jango, e os militares golpistas concomunados com o embaixador americano, Lincon Gordon, utilizavam a embaixada dos EUA, como núcleo para tirar Goulart da Presidência da República.
"Estávamos em São Borja quando o presidente Jango recebeu o comunicado da revolta dos sargentos sob o comando do cabo Anselmo, voei com ele para o Rio de Janeiro, onde foi tentar amenizar a crise, os militares não aceitavam as ponderações do presidente".
O Presidente João Goulart surpreendido por um golpe militar em 1° de Abril de 1964, encontrava-se no Rio de Janeiro, ao saber que seu Ministro da Guerra havia se internado, o presidente Jango e Maneco foram ao hospital, Jango foi falar com seu ministro Jair Dantas, para ver se conseguiria reverter o golpe, ao sentir que não havia apoio nem do seu Ministro da Guerra.
Gerando uma profunda decepção com os generais que o traíram, General Nicolau Fico, comandante da guarnição de Brasilia.
Justino Alves Bastos, comandante do IV exército.
O seu compadre Amaury Kruel, comandante do II exército.
E como o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que o Presidente João Goulart tinha no seu governo o promovido a chefe do Estado Maior do Exército, foi uns dos conspiradores do golpe.
'''João Goulart então retornou a Brasilia, na noite de 02//04/64 deste mesmo dia saiu da capital e voou para Porto Alegre, como o III Exército era fiel, ao chegar a capital verificou que a situação não estava tão assegurada, então voamos para São Borja.
Washington agiu rapidamente, e reconheceu o novo governo imediatamente, e o presidente do Senado o senador Auro Soares de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República, mesmo o Presidente João Goulart encontrar-se em território brasileiro .
Jango foi informado que a poderosa frota do Caribe estava a 50 km e 12 milhas náuticas ao sul de Espírito Santo, sob a ordem de apoiarem os golpistas caso houvesse alguma reação dos militares do Presidente João Goulart, e que a operação Brother Sam foi iniciada quando Jango chegou a Porto Alegre.
Conforme os arquivos do governo Lindon Johnson comprovaram vinte anos mais tarde, que foi feita uma operação militar Brother Sam para atuar no Brasil, em apoio a Operação Popaye dos militares brasileiros.
A operação Brother Sam objetivava abastecer com 100 toneladas de armas, 130 mil barris de combustível, e 25 aviões C135 para transporte de material bélico aos golpistas, além de todas aéronaves.
O porta-aviões americano USS Forrestal (CVA-59), e seis destroyers, foram enviados a costa brasileira.
Porta-aviões USS Forrestal CVA-59 e seis destroyers.
O Presidente João Goulart homem pacífico e conciliador, homem bom e incapaz de alimentar um regime de arbítrio e exceção,o presidente Jango convocou uma reunião para tentar impedir que a rebelião militar desencadeada em Minas sepultasse a democracia brasileira, Leonel de Moura Brizola sugeriu a Jango que nomeasse Ladário Telles, homem de confiança, como Ministro da Guerra, e Brizola ministro da Justiça.
"Nunca vou esquecer o momento em que o presidente João Goulart encerrou a reunião, sem demonstrar um apego ao cargo e consciente que só ele poderia impedir uma guerra civil, disse: decidido a não resistir, alegou que não permaneceria se o preço a pagar fosse o derramamento de sangue do povo brasileiro".
Segui junto com Jango para o Aeroporto Salgado Filho, após sairmos da residência do comandante do III exército, decolamos no Avro da FAB as 11:30 sob o comando do capitão Lott para São Borja, estavam os ministros, Osvaldo Lima Filho, Wilson Faduil, general Assis Brasil, Chefe da Casa Militar, Eugenio Cailar Filho, seu secretário particular, os capitães Ernani Correa Azambuja e Juares Soares Motta, natural de São Borja, ajudantes-de-ordem, o tenente coronel Pinto Guedes, o Avro pousou na fazenda Rancho Grande do presidente Jango, em São Borja-RS".
" Eu permaneci ao lado de Jango, Argemiro Assis Brasil Chefe da Casa Militar e o capitão Juares Soares Motta, e todos os outros regressaram no mesmo avião para Brasília,o avião Avro da FAB, que trouxe Maria Tereza e seus filhos, decolou da pista da Granja do Torto as 2h da manhã para Porto Alegre, chegando no aeroporto Salgado Filho para reabastecer, desembarcando os meus dois filhos, Paulo Ernesto Leães e Manoel Laquito Leães, que acompanharam Maria Tereza".
"Na manhã de 4 de Abril de 1964 no seu avião particular, levei o presidente e sua família e o general Assis Brasil, voando para a fazenda Santa Luiza no município de São Borja, Jango por não se sentir mais seguro pelas notícias, decolamos para sua outra fazenda Cinamomo - Itaqui-RS".
"Procurando despistar os fuzileiros navais que se deslocaram para o interior de São Borja em busca dele, quando nossa esperança de permanecer em território brasileiro já não existia, lembro-me que numa tarde o presidente Jango me chamou num canto e me pediu: que falasse com sua esposa que resistia a deixá-lo no Brasil. Maneco da um jeito de levar Maria Tereza e as crianças para o Uruguai!"".
"Sem saber se ela havia sido informada, cheguei e disse: Maria Tereza arruma as malas e as crianças e vamos dar uma voltinha, como havia feito em outras oportunidades".
Por que se nós vamos só dar uma voltinha?
"Respondi com convicção: É bom sempre levar alguma coisa, nunca se sabe o que pode acontecer!"
Depois de muito relutar concordou com a ideia, chamou as crianças e reuniu algumas roupas e na mesma tarde estava voando rumo ao Uruguai, a voltinha acabou no aeroporto de Carrasco, Montevidéu-ROU, após deixar Maria Tereza e as crianças no hotel Lancaster, centro de Montevidéu".
Como emissário do presidente Goulart, Maneco foi recebido pelo presidente uruguaio Daniel Fernandes Crespo, "recebi do presidente a garantia de exílio para o presidente João Goulart".
EXÍLIO
Ensejou a Manoel Soares Leães de desempenhar missões notável, que se destacaram, como sinônimo de coragem e fidelidade, ao retornar a fazenda Cinamomo (Itaqui), " dei a notícia a Jango que seu exílio estava assegurado",o presidente queria ficar no Brasil junto com seu povo, e por não se sentir seguro às 15:30h, decolei rumo a cidade de Montevidéu, no Cessna 310 prefixo PT-BSP, levando o presidente João Goulart e o general Argemiro Assis Brasil".
"Ao entrar no espaço aéreo uruguaio, chamei a torre de controle do aeroporto de Carrasco, que acabávamos de entrar no território uruguaio e pedi condições de pouso naquele aeroporto. Qual foi a nossa surpresa quando o centro de controle daquele aeroporto nos comunicou que estávamos autorizado a sobrevoar o território uruguaio e perguntaram se a bordo estava o presidente Goulart, e nos deram a ordem de pousar na Base Aérea Militar de Pando, que fica a 50 km de Montevidéu, não era o que havíamos combinado, Jango ao ouvir a ordem sobressaltou-se, Maneco vamos voltar não quero ser preso por militares uruguaios".
"Pela primeira vez que descumpri uma ordem, disse ao presidente o senhor vai me desculpar, nunca contrariei uma ordem sua, mas naquele momento eu era o comandante da aeronave, se voltarmos o senhor será preso e correrá risco de vida, esse avião irá para a Base de Pando, quando vi as lágrimas correndo pela sua face, foi a primeira vez que vi Jango chorar, antes de pousar dei um rasante e comentei com o presidente, se fosse pra lhe prenderem não deixariam que aquele povo ali estivesse".
Ao pousar, fomos bem recebidos pelas mais altas autoridades uruguaias, e por uma multidão de pessoas que estavam ali para dar boas vindas ao Presidente do Brasil.

Maneco (D), presidente Goulart (C), e autoridades uruguaias.
Após a sua chegada a Montevidéu, no dia 04/04/1964, na Base Aérea de Pando,João Goulart se retira acompanhado por civis e militares, início do seu exílio.
João Goulart saindo da Base Aérea de Pando-Montevidéu.
O DIARIO EL DEBATE.
Montevideu, edição 7 de Abril de 1964, na primeira pagina sob "SOARES LEÃES", publicou referindo-se ao ex-presidente João Goulart e a Manoel Soares Leães o " MANECO", custodia permanente de la vida des ilustre mandatario en la generosidad de esse desprendimiento que no conoce recompensa, no solo es piloto y hombre de confianza, sino que en el romance de un ideal que derrocha há sido és y sera pieza clave en la campeja intimidad de la politica brasileira.
"Ao entrar no espaço aéreo uruguaio, chamei a torre de controle do aeroporto de Carrasco, que acabávamos de entrar no território uruguaio e pedi condições de pouso naquele aeroporto. Qual foi a nossa surpresa quando o centro de controle daquele aeroporto nos comunicou que estávamos autorizado a sobrevoar o território uruguaio e perguntaram se a bordo estava o presidente Goulart, e nos deram a ordem de pousar na Base Aérea Militar de Pando, que fica a 50 km de Montevidéu, não era o que havíamos combinado, Jango ao ouvir a ordem sobressaltou-se, Maneco vamos voltar não quero ser preso por militares uruguaios".
"Pela primeira vez que descumpri uma ordem, disse ao presidente o senhor vai me desculpar, nunca contrariei uma ordem sua, mas naquele momento eu era o comandante da aeronave, se voltarmos o senhor será preso e correrá risco de vida, esse avião irá para a Base de Pando, quando vi as lágrimas correndo pela sua face, foi a primeira vez que vi Jango chorar, antes de pousar dei um rasante e comentei com o presidente, se fosse pra lhe prenderem não deixariam que aquele povo ali estivesse".
Ao pousar, fomos bem recebidos pelas mais altas autoridades uruguaias, e por uma multidão de pessoas que estavam ali para dar boas vindas ao Presidente do Brasil.

Maneco (D), presidente Goulart (C), e autoridades uruguaias.
Após a sua chegada a Montevidéu, no dia 04/04/1964, na Base Aérea de Pando,João Goulart se retira acompanhado por civis e militares, início do seu exílio.
João Goulart saindo da Base Aérea de Pando-Montevidéu.
O DIARIO EL DEBATE.
Montevideu, edição 7 de Abril de 1964, na primeira pagina sob "SOARES LEÃES", publicou referindo-se ao ex-presidente João Goulart e a Manoel Soares Leães o " MANECO", custodia permanente de la vida des ilustre mandatario en la generosidad de esse desprendimiento que no conoce recompensa, no solo es piloto y hombre de confianza, sino que en el romance de un ideal que derrocha há sido és y sera pieza clave en la campeja intimidad de la politica brasileira.
Em sua fazenda El Milagro, João Goular (D), Denise Goulart (C), Maneco Leães (E)
ARGEMIRO ASSIS BRASIL
O Chefe da Casa Militar o general Argemiro de Assis Brasil, fiel ao seu presidente nos momentos mais difíceis e críticos, não o traiu e nem o abandonou, e o acompanhou até o exílio em Montevidéu, se conhece o homem é pelos seus atos e suas atitudes, e voltou rapidamente ao Brasil e apresentou-se aos seus superiores.
Assis Brasil é vítima do regime autoritário os pseudos democratas, seus colegas de farda o execraram por ter sido justo e perfeito ao seu presidente, não foi como outros colegas de farda que Jango ajudou e depois os traíram, Assis Brasil foi submetido ao mais cruel método de tortura, sofreu a perseguição dos colegas militares, foi preso e demitido do exército, suas condecorações militares foram cassados e seus direitos políticos por dez anos, e ficando impedido de trabalhar para o seu sustento, teve seus empregos e créditos bloqueados.
Por ter sido demitido passou a ser considerado morto, deixou de existir a pensão que recebia, e por quinze anos Assis Brasil não recebia nenhuma aposentadoria militar, apesar dos seus mais de 40 anos de serviços prestado ao EXÉRCITO BRASILEIRO e ao seu País, sustentava-se com ajuda de parentes e com aulas particulares de matemática, e com uma pensão de meio salário mínimo que recebia do INPS, em Canoas-RS.
Este foi o duro tratamento que recebeu Argemiro de Assis Brasil, dado pelos seus colegas de farda golpistas.
"O ex-presidente João Goulart passou seus primeiros vinte dias de exílio, numa casa no balneário de Solymar, estava sempre ao seu lado para receber as constantes visitas de uruguaios e amigos brasileiros que iam procurá-lo".
No dia 5 de Abril o Ex-presidente deu sua primeira entrevista coletiva onde explicou que sua saída evitou o derramamento de sangue do povo brasileiro.
"Jango sem sossego pelas constantes visitas, mudou-se para Montevidéu, onde passou a residir no hotel Colúmbia, até alugar um apartamento, com ajuda de um amigo que trabalhava na embaixada o Babo, aluguei um apartamento localizado a rua Bolivar España com a Rambla - em Positos".
" Jango me convidou para irmos a Maldonado, onde fomos ver uma propriedade e conhecer suas instalações para comprar, ficava perto de Punta del Este, ao vermos o local Jango me pediu minha opinião, a minha primeira impressão que tive foi das piores, eu não compraria aquela porcaria!
Jango riu e disse, que seria um excelente negócio para o futuro por ficar perto do balneário, e brincou comigo, que eu era pobre por não saber fazer negócios, e comprou a fazenda El Milagro, mandou fazer algumas modificações e construiu uma casa para morar, passou a ser o local preferido de Jango, ele estava certo.
O filho do Ex-presidente João Goulart, ao se casar, a cerimônia e a festa de casamento foi realizada casa da fazenda El Milagro no departamento de Maldonado a 15 minutos de Punta del Este.
"No departamento de Taquarembó interior uruguaio, estava a venda uma fazenda, Jango mandou que eu fosse até lá conhecer a fazenda, após fazer uma vistoria fechei negócio, falei ao proprietário que 99% estava comprada, eu iria buscar o novo proprietário".
"Ao voltarmos Jango comprou a fazenda El Rincón, cerca de 400 Km ao norte de Montevidéu, próximo com a fronteira com o Brasil, uma das melhores estâncias de gado do Uruguai, se reencontrando com as lidas do campo, tinha uma boa criação de ovelhas de boa linhagem, e uma grande criação e gados e vacas em sua maioria Hereford, e plantava aveia, trigo, milho e arroz".
Por lá estiveram muitos exilados, um deles o sãoborjense Tarso Genro, hoje Governador do Rio Grande do Sul.
Na fazenda Jango mandou construir uma represa para irrigar a sua plantação de arroz, em Outubro de 1969, inaugurou a primeira represa construída no território uruguaio.
Assis Brasil é vítima do regime autoritário os pseudos democratas, seus colegas de farda o execraram por ter sido justo e perfeito ao seu presidente, não foi como outros colegas de farda que Jango ajudou e depois os traíram, Assis Brasil foi submetido ao mais cruel método de tortura, sofreu a perseguição dos colegas militares, foi preso e demitido do exército, suas condecorações militares foram cassados e seus direitos políticos por dez anos, e ficando impedido de trabalhar para o seu sustento, teve seus empregos e créditos bloqueados.
Por ter sido demitido passou a ser considerado morto, deixou de existir a pensão que recebia, e por quinze anos Assis Brasil não recebia nenhuma aposentadoria militar, apesar dos seus mais de 40 anos de serviços prestado ao EXÉRCITO BRASILEIRO e ao seu País, sustentava-se com ajuda de parentes e com aulas particulares de matemática, e com uma pensão de meio salário mínimo que recebia do INPS, em Canoas-RS.
Este foi o duro tratamento que recebeu Argemiro de Assis Brasil, dado pelos seus colegas de farda golpistas.
"O ex-presidente João Goulart passou seus primeiros vinte dias de exílio, numa casa no balneário de Solymar, estava sempre ao seu lado para receber as constantes visitas de uruguaios e amigos brasileiros que iam procurá-lo".
No dia 5 de Abril o Ex-presidente deu sua primeira entrevista coletiva onde explicou que sua saída evitou o derramamento de sangue do povo brasileiro.
"Jango sem sossego pelas constantes visitas, mudou-se para Montevidéu, onde passou a residir no hotel Colúmbia, até alugar um apartamento, com ajuda de um amigo que trabalhava na embaixada o Babo, aluguei um apartamento localizado a rua Bolivar España com a Rambla - em Positos".
Manoel Leães em seu apartamento em Montevidéu durante o exílio.
" Jango me convidou para irmos a Maldonado, onde fomos ver uma propriedade e conhecer suas instalações para comprar, ficava perto de Punta del Este, ao vermos o local Jango me pediu minha opinião, a minha primeira impressão que tive foi das piores, eu não compraria aquela porcaria!
Jango riu e disse, que seria um excelente negócio para o futuro por ficar perto do balneário, e brincou comigo, que eu era pobre por não saber fazer negócios, e comprou a fazenda El Milagro, mandou fazer algumas modificações e construiu uma casa para morar, passou a ser o local preferido de Jango, ele estava certo.
O filho do Ex-presidente João Goulart, ao se casar, a cerimônia e a festa de casamento foi realizada casa da fazenda El Milagro no departamento de Maldonado a 15 minutos de Punta del Este.
No casamento do seu filho, Jango (D), Maneco (C), e Laquito (E).
"No departamento de Taquarembó interior uruguaio, estava a venda uma fazenda, Jango mandou que eu fosse até lá conhecer a fazenda, após fazer uma vistoria fechei negócio, falei ao proprietário que 99% estava comprada, eu iria buscar o novo proprietário".
"Ao voltarmos Jango comprou a fazenda El Rincón, cerca de 400 Km ao norte de Montevidéu, próximo com a fronteira com o Brasil, uma das melhores estâncias de gado do Uruguai, se reencontrando com as lidas do campo, tinha uma boa criação de ovelhas de boa linhagem, e uma grande criação e gados e vacas em sua maioria Hereford, e plantava aveia, trigo, milho e arroz".
Por lá estiveram muitos exilados, um deles o sãoborjense Tarso Genro, hoje Governador do Rio Grande do Sul.
Na fazenda Jango mandou construir uma represa para irrigar a sua plantação de arroz, em Outubro de 1969, inaugurou a primeira represa construída no território uruguaio.
João Goulart inaugurando a represa.na fazenda El Rincon.
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