Jango viveu doze anos e oito meses no exílio, nos últimos tempos obstinou-se em regressar ao Brasil, foi a Portugal encontrar-se com o então Ministro Mario Soares, e com seu apoio viajar de Lisboa para o Brasil, o encontro não ocorreu e o Ex-presidente voltou para a Argentina.
No final de novembro de 1976 à rua Fernandes Vieira 208/401, Maneco recebe em seu apartamento uma pessoa, e ao se identificar como um agente do SNI – Serviço Nacional de Informação, “pensei que seria novamente preso, perguntei a ele o motivo de ter vindo minha procura, ele veio a minha procura como representante de um coronel do exército, para transmitir-lhe como seria o retorno de Jango ao Brasil".
O ex-presidente João Goulart deveria desembarcar em Brasília-DF na noite de Natal, não poderia desembarcar nem por São Borja e Porto Alegre-RS, para evitar repercussão com a sua chegada.
“Então perguntei a ele se Jango seria preso e se não sofreria qualquer tipo de constrangimento ao chegar a Brasília, ele me respondeu que não, o Ex-presidente só seria ouvido pela Policia Federal, e depois liberado”.
No dia seguinte Manoel Leães foi ao encontro de Jango para transmitir-lhe o plano do seu retorno ao Brasil, ao ficar sabendo externou um pouco de preocupação, Goulart perguntou a Maneco: Será que não é um plano para me prenderem?
Disse Jango: Maneco vai ao Rio de Janeiro - RJ consultar nossos políticos e amigos do partido sobre a proposta, se ela for verdadeira tu compras um jatinho e voltas para Buenos Aires para irmos a Brasília, eu ficarei te esperando na fazenda La Villa, por me sentir inseguro na capital.
Na manhã do dia 06/12/1976, Maneco viajaria pela manhã para o Rio de Janeiro, ás 3 horas da madruga de uma segunda feira recebe um telefonema de Mercedes-Argentina, o avisando que o ex-Presidente João Goulart havia falecido.
Maneco saiu de sua residência em Porto Alegre e vai a Uruguaiana-RS, fronteira com Paso de los Libres - Argentina, aguardar o corpo do amigo Ex-presidente João Goulart e Lider Trabalista a morrer no exílio, e levá-lo para São Borja e prestar solidariedade aos familiares e a outros companheiros.
Foi o único Ex-presidente e líder trabalhista a morrer no exílio, Manoel Soares Leães (Maneco), foi testemunha deste momento histórico e triste.
Num ato desumano pelo regime militar, mesmo morto foi negado o direito de cruzar a fronteira, ficando retido do lado argentino de Paso de los Libres, foram horas de tensão, quando o governo militar numa decisão mais sensata liberaram o corpo de João Goulart para ser velado em sua terra Natal.
Esquife do Ex.presidente João Goulart detido em Paso de los Libres.-Argentina, negado pelo regime militar democrático de cruzar a fronteira.

Ao chegarmos a São Borja.RS, fomos para a igreja Matriz São Francisco de Borja, construída pelo Ex-presidente, o velório começou as 6 da manhã, em frente fica a praça XV de Novembro onde está o Mausoléu de Getúlio Vargas, projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer.
Ao fundo a igreja Matriz São Francisco de Borja, mais de 30 mil pessoas iam tomando conta da praça e da igreja, muitas pessoas não conseguiram entrar na igreja.
João Vicente ao chegar de Londres, logo que chegou ao velório num choro compulsivo agarra-se no ataúde de seu pai.

Velório de Jango na igreja que mandou construir, João Vicente (D), Manoel Leães (C), Laquito (E).
Durante o velório, Maneco foi procurado por um agente que determinou que após o velório, o caixão era para ser transportado no carro fúnebre e que ele fosse o mais rápido pra chegar no cemitério, eles queria impedir que o caixão fosse carregado pelo povo.
Muitas pessoas conseguiram penetrar na igreja e foram velar o corpo de Joao Goulart.
Maneco para não ser julgado pelo pecado de omissão, já que o povo queria ter a honra de carregar o esquife do Ex-presidente Jango, e combina com seu filho Laquito e companheiros que colocaríamos o caixão no carro fúnebre, ao sinal puxaríamos o caixão e colocando nos ombros e saímos caminhando.
Cortejo saindo as 16 horas da igreja Matriz São Francisco de Borja, Maneco (D), João vicente (C), e Laquito (E) .
Os agentes infiltrados no meio do povo tentaram impedir, com a reação do povo acabaram desistindo, durante o percurso de 3 km que separam a igreja do cemitério, era grande o número de pessoas que aguardavam em suas casas a passagem do esquife com a bandeira do Brasil e outra escrita ANISTIA, as ruas e logo aderiam ao cortejo, envolvidas pela última despedida do seu filho ilustre.
No trajeto ao cemitério, mais de 30 mil pessoas gritavam em coro, Liberdade, Liberdade, Anistia, Anistia, como dizia a faixa sobre o caixão de Jango.

Era tanta gente dentro do cemitério que foi difícil de chegar ao jazigo da família Goulart e colocar o caixão encima da tampa do túmulo para as últimas homenagens, ficando uns 50 metros do túmulo onde está enterrado Getúlio Vargas.
Dentro do cemitério, com dificuldade de colocar o esquife encima da tampa do mausoléu, pela aglomeração de pessoas ao redor, Manoel Leães (E) e Laquito (D).
Depois que Tancredo Neves terminou seu discurso, o caixão foi colocado no jazigo até fechá-lo, neste momento Maria Tereza os filhos e irmas deixaram o cemitério, uma boa parte daquela multidão lá permaneciam.

Após o sepultamento do corpo do Ex-presidente João Goulart, o povo sãoborjense permanecia dentro do cemitério Municipal Jardim da Paz.

Manoel Soares Leães pessoa da mais absoluta confiança do presidente João Goulart, ao perder seu grande amigo e um grande ser humano, quando vai a São Borja - RS, Maneco não deixava de ir ao cemitério Municipal Jardim da Paz, orar no mausoléu do seu amigo Jango.
Manoel Soares Leães, vai ao cemitério Municipal Jardim da Paz, orar pro Ex presidente e amigo Jango no seu mausoléu.
Ato solene para relembrar os 21 anos da morte do Ex-presidente João Belchior Marques Goular, localizado entre as Av. Beira-Rio e Loreiro da Silva em Porto Alegre, 06/12/1997.

Da esquerda para direita, 2° Senador Pedro Simon,o 3° ex-governador Alceu Colares, 4° Laquito Leães, 6° terno escuro Manoel Soares Leães (Maneco).
No final de novembro de 1976 à rua Fernandes Vieira 208/401, Maneco recebe em seu apartamento uma pessoa, e ao se identificar como um agente do SNI – Serviço Nacional de Informação, “pensei que seria novamente preso, perguntei a ele o motivo de ter vindo minha procura, ele veio a minha procura como representante de um coronel do exército, para transmitir-lhe como seria o retorno de Jango ao Brasil".
O ex-presidente João Goulart deveria desembarcar em Brasília-DF na noite de Natal, não poderia desembarcar nem por São Borja e Porto Alegre-RS, para evitar repercussão com a sua chegada.
“Então perguntei a ele se Jango seria preso e se não sofreria qualquer tipo de constrangimento ao chegar a Brasília, ele me respondeu que não, o Ex-presidente só seria ouvido pela Policia Federal, e depois liberado”.
No dia seguinte Manoel Leães foi ao encontro de Jango para transmitir-lhe o plano do seu retorno ao Brasil, ao ficar sabendo externou um pouco de preocupação, Goulart perguntou a Maneco: Será que não é um plano para me prenderem?
Disse Jango: Maneco vai ao Rio de Janeiro - RJ consultar nossos políticos e amigos do partido sobre a proposta, se ela for verdadeira tu compras um jatinho e voltas para Buenos Aires para irmos a Brasília, eu ficarei te esperando na fazenda La Villa, por me sentir inseguro na capital.
Na manhã do dia 06/12/1976, Maneco viajaria pela manhã para o Rio de Janeiro, ás 3 horas da madruga de uma segunda feira recebe um telefonema de Mercedes-Argentina, o avisando que o ex-Presidente João Goulart havia falecido.
Maneco saiu de sua residência em Porto Alegre e vai a Uruguaiana-RS, fronteira com Paso de los Libres - Argentina, aguardar o corpo do amigo Ex-presidente João Goulart e Lider Trabalista a morrer no exílio, e levá-lo para São Borja e prestar solidariedade aos familiares e a outros companheiros.
Foi o único Ex-presidente e líder trabalhista a morrer no exílio, Manoel Soares Leães (Maneco), foi testemunha deste momento histórico e triste.
Num ato desumano pelo regime militar, mesmo morto foi negado o direito de cruzar a fronteira, ficando retido do lado argentino de Paso de los Libres, foram horas de tensão, quando o governo militar numa decisão mais sensata liberaram o corpo de João Goulart para ser velado em sua terra Natal.
Esquife do Ex.presidente João Goulart detido em Paso de los Libres.-Argentina, negado pelo regime militar democrático de cruzar a fronteira.

Ao chegarmos a São Borja.RS, fomos para a igreja Matriz São Francisco de Borja, construída pelo Ex-presidente, o velório começou as 6 da manhã, em frente fica a praça XV de Novembro onde está o Mausoléu de Getúlio Vargas, projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer.
Ao fundo a igreja Matriz São Francisco de Borja, mais de 30 mil pessoas iam tomando conta da praça e da igreja, muitas pessoas não conseguiram entrar na igreja.
João Vicente ao chegar de Londres, logo que chegou ao velório num choro compulsivo agarra-se no ataúde de seu pai.

Velório de Jango na igreja que mandou construir, João Vicente (D), Manoel Leães (C), Laquito (E).
Durante o velório, Maneco foi procurado por um agente que determinou que após o velório, o caixão era para ser transportado no carro fúnebre e que ele fosse o mais rápido pra chegar no cemitério, eles queria impedir que o caixão fosse carregado pelo povo.
Muitas pessoas conseguiram penetrar na igreja e foram velar o corpo de Joao Goulart.
Maneco para não ser julgado pelo pecado de omissão, já que o povo queria ter a honra de carregar o esquife do Ex-presidente Jango, e combina com seu filho Laquito e companheiros que colocaríamos o caixão no carro fúnebre, ao sinal puxaríamos o caixão e colocando nos ombros e saímos caminhando.
Cortejo saindo as 16 horas da igreja Matriz São Francisco de Borja, Maneco (D), João vicente (C), e Laquito (E) .
Os agentes infiltrados no meio do povo tentaram impedir, com a reação do povo acabaram desistindo, durante o percurso de 3 km que separam a igreja do cemitério, era grande o número de pessoas que aguardavam em suas casas a passagem do esquife com a bandeira do Brasil e outra escrita ANISTIA, as ruas e logo aderiam ao cortejo, envolvidas pela última despedida do seu filho ilustre.
No trajeto ao cemitério, mais de 30 mil pessoas gritavam em coro, Liberdade, Liberdade, Anistia, Anistia, como dizia a faixa sobre o caixão de Jango.

Era tanta gente dentro do cemitério que foi difícil de chegar ao jazigo da família Goulart e colocar o caixão encima da tampa do túmulo para as últimas homenagens, ficando uns 50 metros do túmulo onde está enterrado Getúlio Vargas.
Dentro do cemitério, com dificuldade de colocar o esquife encima da tampa do mausoléu, pela aglomeração de pessoas ao redor, Manoel Leães (E) e Laquito (D).
Depois que Tancredo Neves terminou seu discurso, o caixão foi colocado no jazigo até fechá-lo, neste momento Maria Tereza os filhos e irmas deixaram o cemitério, uma boa parte daquela multidão lá permaneciam.

Após o sepultamento do corpo do Ex-presidente João Goulart, o povo sãoborjense permanecia dentro do cemitério Municipal Jardim da Paz.

Manoel Soares Leães pessoa da mais absoluta confiança do presidente João Goulart, ao perder seu grande amigo e um grande ser humano, quando vai a São Borja - RS, Maneco não deixava de ir ao cemitério Municipal Jardim da Paz, orar no mausoléu do seu amigo Jango.
Manoel Soares Leães, vai ao cemitério Municipal Jardim da Paz, orar pro Ex presidente e amigo Jango no seu mausoléu.
Ato solene para relembrar os 21 anos da morte do Ex-presidente João Belchior Marques Goular, localizado entre as Av. Beira-Rio e Loreiro da Silva em Porto Alegre, 06/12/1997.

Da esquerda para direita, 2° Senador Pedro Simon,o 3° ex-governador Alceu Colares, 4° Laquito Leães, 6° terno escuro Manoel Soares Leães (Maneco).




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