terça-feira, 11 de junho de 2019

RENUNCIA DE JANIO


Manoel Soares Leães (o Maneco), acompanhava a mãe de João Goulart, em uma consulta ao seu médico particular, no Rio de Janeiro-RJ, ao sair para comprar um jornal, ficou sabendo ao ouvir pelo radio da banca de revista em 25/08/1961, a renúncia do presidente Janio Quadros.
Voltei correndo para o consultório e entrei na sala sem bater e informei a Vicentina Goulart, dona Tinoca que Jango seria o novo presidente da Nação".
Dona Tinoca disse: deixa de bobagem Maneco!
Ao chegarmos em sua casa, dona Tinoca nervosa ligou para políticos e amigos que confirmaram a notícia, e como o vice-presidente João Goulart se encontrava numa viagem Diplomática na República da China.
Quando houve o manifesto dos Ministros militares, que queriam impedir que Jango assumisse seu lugar como mandatário, e ainda o acusaram de ser comunista, "parti na mesma hora para São Paulo-SP, e pedi para um amigo meu levar minha família a fazenda de Jango, em Araçatuba-SP, no interior paulista.                                         
                                         Maneco no avião de Jango, o Cessna - 310 - PT-BSP.

 O vice-presidente João Goulart se encontrava em uma viagem Diplomática na República da China, ao ser avisado da renúncia de Janio Quadros pelo seu secretário de imprensa, Raul Riffe, ao regressar ao Brasil, em 05/08/1961, faz escala em Montevidéu-Uruguai ficou na embaixada do Brasil, aguardando o momento para regressar ao seu País.
João Goulart ao retornar ao Brasil em 05/09/1961, como foi sempre um conciliador, contemporizador e um negociador, fez um acordo político com os militares ao aceitar o regime parlamentarista, assim em 07/09/1961, Jango é empossado Presidente da República. Pelo seu dom e da sua sensibilidade social e nacional que o fez um líder, Jango já vivia no fogo da pressão na imprensa Lacerda, no congresso Jorge Calmon, numa época que o congresso atuava com parlamentarismo.


Posse do Presidente João Goulart (E), 1° Ministro Tancredo Neves(C), e atrás, Manoel Leães.

O Jango já vivia no fogo da pressão, na imprensa Lacerda, no congresso Jorge Calmom, numa época que o congresso atuava com o parlamentarismo.
O Presidente João Goulart convocou o plebiscito para o povo decidir se manteria ou não a manutenção do sistema. Com uma vitória avassaladora com 80% dos votos, o povo escolheu o retorno do presidencialismo com a vitória o presidente Goulart passou a governar com todos os poderes constitucionais.
                           
O Povo sai as ruas a favor do presidencialismo.

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