terça-feira, 11 de junho de 2019

EXÍLIO

Ensejou a Manoel Soares Leães de desempenhar missões notável, que se destacaram, como sinônimo de coragem e fidelidade, ao retornar a fazenda Cinamomo (Itaqui), " dei a notícia a Jango que seu exílio estava assegurado",o presidente queria ficar no Brasil junto com seu povo, e por não se sentir seguro às 15:30h, decolei rumo a cidade de Montevidéu, no Cessna 310 prefixo PT-BSP, levando o presidente João Goulart e o general Argemiro Assis Brasil".
"Ao entrar no espaço aéreo uruguaio, chamei a torre de controle do aeroporto de Carrasco, que acabávamos de entrar no território uruguaio e pedi condições de pouso naquele aeroporto. Qual foi a nossa surpresa quando o centro de controle daquele aeroporto nos comunicou que estávamos autorizado a sobrevoar o território uruguaio e perguntaram se a bordo estava o presidente Goulart, e nos deram a ordem de pousar na Base Aérea Militar de Pando, que fica a 50 km de Montevidéu, não era o que havíamos combinado, Jango ao ouvir a ordem sobressaltou-se, Maneco vamos voltar não quero ser preso por militares uruguaios".
"Pela primeira vez que descumpri uma ordem, disse ao presidente o senhor vai me desculpar, nunca contrariei uma ordem sua, mas naquele momento eu era  o comandante da aeronave, se voltarmos o senhor será preso e correrá  risco de vida, esse avião irá para a Base de Pando, quando vi as lágrimas correndo pela sua face, foi a primeira vez que vi Jango chorar, antes de pousar dei um rasante e comentei com o presidente, se fosse pra lhe prenderem não deixariam que aquele povo ali estivesse".
Ao pousar, fomos bem recebidos pelas mais altas autoridades uruguaias, e por uma multidão de pessoas que estavam ali para dar boas vindas ao Presidente do Brasil.

                             Maneco (D), presidente Goulart (C), e autoridades uruguaias.

Após a sua chegada a Montevidéu, no dia 04/04/1964, na Base Aérea de Pando,João Goulart se retira acompanhado por civis e militares, início do seu exílio.
                                                                   
                                   João Goulart saindo da Base Aérea de Pando-Montevidéu. 

O DIARIO EL DEBATE.

Montevideu, edição 7 de Abril de 1964, na primeira pagina sob "SOARES LEÃES", publicou referindo-se ao ex-presidente João Goulart e a Manoel Soares Leães o " MANECO", custodia permanente de la vida des ilustre mandatario en la generosidad de esse desprendimiento que no conoce recompensa, no solo es piloto y hombre de confianza, sino que en el romance de un ideal que derrocha há sido és y sera pieza clave en la campeja intimidad de la politica brasileira.
                                     
Em sua fazenda El Milagro, João Goular (D), Denise Goulart (C), Maneco Leães (E)

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